Mesmo em uma região conhecida pelo calor, os dias mais amenos do inverno mudam alguns hábitos à mesa. Caldos, sopas, café, raízes, cuscuz e preparações quentes começam a ganhar espaço e ajudam a criar aquela sensação de comida que acolhe.

É interessante observar como o clima também influencia a cultura alimentar. Muitas dessas escolhas não surgiram de recomendações modernas. Elas fazem parte de hábitos antigos, construídos pelas famílias conforme os alimentos disponíveis, as estações e as condições de cada território.

O que faz um caldo ser uma refeição completa?

Preparações quentes podem ser nutritivas e completas. Um caldo, por exemplo, pode reunir legumes, raízes, verduras, carnes, peixes, ovos, feijão ou outros ingredientes.

A qualidade nutricional depende muito mais da composição da preparação do que do nome que damos a ela. Um caldo com variedade de alimentos pode oferecer proteínas, fibras e micronutrientes. Já uma preparação baseada quase exclusivamente em gordura, sal e ingredientes ultraprocessados terá outro perfil.

O frio não elimina a necessidade de água, frutas e verduras

Também não é necessário abandonar frutas, verduras ou água porque os dias ficaram mais frios. A hidratação continua importante, assim como a variedade dos alimentos ao longo da semana.

Em dias de temperatura mais baixa, algumas pessoas sentem menos sede. Por isso, ter água por perto e observar a própria rotina é uma forma simples de manter o cuidado.

Talvez o inverno seja também uma boa oportunidade para olhar com atenção para receitas simples que sempre estiveram por perto. Muitas vezes, a alimentação que procuramos em tendências distantes já existe na cozinha da nossa própria região.

É questão de conhecer, equilibrar e valorizar.

Dra. Lohana Carvalho · Nutricionista · CRN6 50660